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ATIVIDADE 7: Pesquisa sobre tecidos e artigos artesanais em VenezaGrupo: Vicolo


O Palazzo Mocenigo se encontra em Veneza, este pertenceu a uma nobre família, porém há poucas informações sobre a origem do palácio, sendo que a estrutura data do século XVII. Além dos salões com adornos como pinturas, lustres e móveis, o museu apresenta uma série de vestuários de antigamente. 
As vestimentas femininas e masculinas ricamente decoradas com diferentes bordados, cores, estampas e cortes, possui uma sala dedicada aos coletes masculinos, todos mostrando diferentes bordados e desenhos, feitos especialmente para os nobres.


Variações de tecidos.

Os tecidos encontrados dentro do palácio são shantung, jacquard, seda e linho. Ademais, os tecidos presentes no vestuário aparecem nas paredes e móveis do palácio.
A seda é uma fibra obtida a partir dos casulos do bicho da seda, apresenta bastante resistência, maciez e alta qualidade. Acredita-se que o cultivo do bicho-da-seda foi iniciado na China por volta do século IX a.C. O linho de origem das plantas herbáceas, a fibra é composta pela casca e pelo lenho, é desconhecida a data exata das primeiras peças de linho, porém, o tecido foi confeccionado na Mesopotâmia e na Turquia, por volta de 7000/8000 a.C.
Shantung foi criado há séculos na província de Chan-Tung, na China, pela junção de fios de seda, um tecido leve e maleável, de aspecto encorpado possuindo pequenas saliências, um lado brilhante e outro opaco. Por sua vez, o Jacquard surgiu na frança, no final do século XVIII, um sistema que criativo com estampas coloridas, diferentes e com relevo, originário do entrelaçamento dos fios, tecido pesado, resistente, bastante versátil, utilizado numa grande variedade de peças.


Aposento com variações de coletes da época

A renda é muito utilizada até os dias atuais, sendo que os primeiros indícios de esboço foram encontrados no século XIII. Em Veneza, onde se usavam os tecidos trazidos do Oriente, eram encontrados dois tipos de rendas, a de bilro (originada em Flandres) e a de agulha na Itália. A renda, é muito utilizada para tudo, em pequenos detalhes e áreas maiores de tecido. Eram feitas a mão com os primeiros desenhos geométricos, dali as Ursilinas e nobres criaram escolas; assim, começaram a surgir livros de modelos. Logo em seguida, as mulheres começaram a experimentar e a criar a renda que desejavam usar, se estendendo até o uso nas igrejas.
Assim, as rendas reconhecidas pela sua delicadeza e elegância começaram a ganhar cada vez mais força e as técnicas de produção foram ampliadas, expandindo-se o mercado.



Rendas encontradas no mercado de Veneza.

As máscaras de carnaval são icônicas na bela cidade de Veneza. Existem nas mais variadas cores. tamanhos e formatos e cada uma possui seu charme próprio.
Encontradas facilmente em toda a cidade, já se tornou quase uma obrigação levar consigo uma lembrança em forma de máscara para casa. Para entender a origem desse acessório, é preciso saber um pouco da história do carnaval veneziano. Instituído em 1094, no mesmo ano da consagração da Basílica de São Marcos, a festa surgiu como uma forma de divertimento para o povo, antes da quaresma. 
Essa época do ano representava para os venezianos um momento para se desvencilhar do que aparentavam ser e passar a ser o que realmente eram. A máscara era o artefato propício para isso, possibilitando a busca de uma nova identidade. A máscara masculina era branca e triangular. Junto a essas máscaras, eram usados trajes que cobriam o corpo inteiro, auxiliando ainda mais nessa questão do anonimato. Já a máscara feminina se chamava “moretta” e era uma mascara oval preta de veludo que possuía um mecanismo que impedia as mulheres de falarem e de se expressarem. Indicando assim uma certa restrição às mulheres, que muitas vezes eram subordinadas às vontades dos homens.
As máscaras eram de uso obrigatório nos teatros, principalmente. Apesar de terem sido proibidas por um certo período, já que facilitava ações criminosas e outros problemas causados pelo anonimato, continuam exalando elegância e luxo.



 
Máscaras Venezianas.

A história dos perfumes na Itália teve inicio em Veneza, local com grande significância para o mercado dos perfumes. Na cidade, encontra-se o Museu Mocenigo que conta a história do perfume e também conta com artigos de costumes e vestuário dos antigos governantes que moravam no palácio. 
Sendo assim, afirma-se que a perfumaria se desenvolveu através do Porto de Veneza, pois a cidade teve facilidade na navegação para o oriente onde se encontravam ervas, flores, temperos, e as mais diversas especiarias. Além disso, o ar úmido da cidade cercada por rios trouxe numerosos benefícios para gerar as essências. 
A produção de fragrâncias envolvia alquimia para retirar das plantas o óleo que compõe os perfumes. As pétalas eram aquecidas junto com alguns produtos para que fossem extraídos seus óleos essenciais para os produtos. 
Para guardar as fragrâncias italianas, os produtores faziam peças de vidro que parecem obras de arte com a minuciosidade dos detalhes e desenhos.
Após o apogeu dos perfumes em Veneza, a cidade foi perdendo o espaço no mercado para Florença, que foi um local que sentiu menos impacto com a peste negra.

Frascos de vidro para guardar perfumes.

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