Veneza: tecidos e produção artesanal
As máscaras do famoso carnaval veneziano permitiam um entrosamento mais discreto entre pessoas de classes diferentes e que de algum modo preferiam festejar no anonimato para manter sua identidade no mínimo irreparável. Seus adornos variados denunciam um grande investimento na arte e no craft, que estão enraizados na cultura italiana desde o Renascimento. Suas cores e formas idiossincráticas parodiavam o drama teatral e traziam um semblante misterioso.
Veneza tornou-se um polo da tecelagem como também de outras artes. Seus tecidos eram conhecidos no Ocidente devido a facilidade de escoamento da produção pelos seus portos e sua inegável qualidade e estética única. Muitos adornos eram feitos a mão por meio de bordado e se tonaram um rico acervo histórico com o enfraquecimento de tal prática a longa escala com a industrialização. Tal beleza única se observa nestas obras raras remanescentes.
O comércio de vidrarias e objetos personalizados nesse material é um atrativo turístico da cidade ainda hoje, fazendo referência ao antigo monopólio local de larga produção e distribuição. Pelas vitrines e bancadas locais nota-se os mais variados tipos de souveniers contemporâneos ou em réplica dos produtos idiossincráticos da época, que vão desde taças finas até peças mais acessíveis como imãs de geladeira.
A perfumaria também foi um setor muito trabalhado na cidade, tendo altos investimentos na combinação de fragrâncias e meios diferentes de captação de aromas com tubos inovadores e receitas contendo óleos e gorduras. Esse meio de produção é identificado no fascinante acervo do museu Palazzo Mocenigo, que também expõe coleções pessoais de moda e tecidos.
No lustre de uma sala do Palazzo Mocenigo nota-se um cuidadoso emprego de alto padrão do vidro colorido e moldado na base da peça, com firulas e partes coloridas, um exímio trabalho de arte.
Também se observa uma prática comum na Itália: a de pintar tetos através da técnica do afresco, inserindo elementos bucólicos em obras barrocas.






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